segunda-feira, 13 de agosto de 2018

MPSC REALIZA INSPEÇÕES NAS INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS DE CRICIÚMA



A 5ª Promotoria de Justiça de Criciúma, com atribuição nos Direitos Humanos, Cidadania e Terceiro Setor, em conjunto com uma equipe multi-institucional, composta pela Vigilância Sanitária Municipal, Corpo de Bombeiros Militar, Conselho Municipal do Idoso, Secretarias de Saúde e de Assistência Social de Criciúma e Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina (COREN/SC), realizou no primeiro semestre deste ano inspeções em todas as Instituições de Longa Permanência para Idosos na cidade de Criciúma, objetivando verificar a regularidade de atendimento em cada entidade.

As instituições vistoriadas foram o Lar de Auxílio aos Idosos Feistauer, Casa de Repouso Cantinho do Idoso, Associação Lar da Terceira Idade Rede Viva, Casa de Repouso Bom Jesus, Sônia Regina Crispim Ltda., Vó Dica Residencial para Terceira Idade, Conferência São José da Sociedade São Vicente de Paulo e Vida Nova Casa de Repouso.

Diante das constatações de cada órgão fiscalizador, encaminhadas por intermédio de relatórios pormenorizadas ao Ministério Público do Estado de Santa Catarina, a 5ª Promotoria de Justiça de Criciúma instaurou Inquéritos Civis Públicos para cada instituição com o propósito de dar cumprimento as normas sanitárias e de proteção à população idosa abrigada nessas Instituições.

Ressalta-se que essa ação é resultado do Programa “Acompanhamento das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) em Santa Catarina”, desenvolvido pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina.

PARA CONHECER UM POUCO DO PROGRAMA CLIQUE AQUI


sexta-feira, 10 de agosto de 2018

POSTO DE SAÚDE DE TREVISO SERÁ REFORMADO PARA GARANTIR ACESSIBILIDADE

Município assinou acordo com o MPSC e tem 180 dias para concluir as adaptações.

O Município de Treviso firmou termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público de Santa Catarina e se comprometeu a, em 180 dias, sanar irregularidades existentes na estrutura da Unidade Básica de Saúde do Centro de Treviso que impedem a acessibilidade total ao prédio.

O acordo foi proposto pela 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Criciúma - na qual se insere o Município de Treviso. De acordo com o Promotor de Justiça Luiz Fernando Góes Ulysséa, as principais adequações se referem ao acesso á área administrativa, no primeiro andar, que só é possível por meio de escada, e à sinalização.

Ao assinar o acordo, o Município também se comprometeu a não mais construir qualquer estabelecimento de saúde que não integralmente as normas de acessibilidade. Caso não cumpra qualquer das cláusulas do acordo, Treviso fica sujeita à multa diária de R$ 100,00.

O Promotor de Justiça destaca que a assinatura do termo de ajustamento de conduta com o Município de Treviso é resultado do Programa Acessibilidade Total, desenvolvido pelo Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e Cidadania do MPSC, que tem como objetivo assegurar os direitos à acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida aos Postos e Unidades Básicas de Saúde de Santa Catarina.



PROGRAMA ACESSIBILIDADE TOTAL

O Promotor de Justiça Luiz Fernando Góes Ulysséa destaca, ainda, que a assinatura do termo de ajustamento de conduta com o Município de Treviso é resultado do Programa Acessibilidade Total, desenvolvido pelo Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e Cidadania do MPSC, que tem como objetivo assegurar os direitos à acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida aos Postos e Unidades Básicas de Saúde de Santa Catarina.


Fonte: Site do MPSC

quinta-feira, 21 de junho de 2018

“IMÓVEL LOCALIZADO NA RUA ENGENHEIRO FIUZA DA ROCHA” - TRIBUNAL DE JUSTIÇA MANTÉM INTERRUPÇÃO DAS OBRAS DE CONSTRUÇÃO DO OBJETO DO ALVARÁ DE LICENÇA Nº 35660, BEM COMO COMERCIALIZAÇÃO DAS RESPECTIVAS UNIDADES

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em decisão proferida no dia 18 de Junho de 2018, manteve a decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Criciúma, nos autos da Ação Civil Pública nº 0900522-06.2017.8.24.0020), ajuizada pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina, por intermédio da 9ª Promotoria de Justiça de Criciúma, com atuação na Defesa do Meio Ambiente, em face de "Villa Farnese Incorporações Ltda." e do Município de Criciúma, a qual estabelecia que:


I) a ré Villa Farnese Incorporações Ltda, de imediato, interrompa as obras de construção do objeto do Alvará de Licença nº 35660, bem como a comercialização das respectivas unidades habitacionais;
II) a ré Villa Farnese Incorporações Ltda, caso tenha interesse em construir uma nova edificação no imóvel localizado na Rua Engenheiro Fiúza da Rocha, anotado no Alvará de Licença nº 35660, atenda o índice de aproveitamento do zoneamento ZR1-2 (no máximo dois pavimentos);
III) a ré Villa Farnese Incorporações Ltda, em prazo não superior a dez dias, instale uma placa tamanho 4 x 2 metros em frente à área objeto desta demanda, mais especificamente na Rua Engenheiro Fiúza da Rochas, anunciando o ajuizamento desta ação civil pública, bem como o número e o objeto desta ação;
IV) o réu Município de Criciúma, caso conceda licença/autorização para construir nova edificação no indigitado imóvel, observe o índice de aproveitamento do zoneamento ZR1-2 (no máximo dois pavimentos);
V) seja averbada a existência da presente ação na matrícula nº 114.892 do 1º Ofício de Registro de Imóveis de Criciúma.

Em sua decisão o Desembargador Júlio César Knoll destacou que: “Embora afirme a agravante que a Rua Timóteo Batista confronta o terreno objeto da presente demanda, é difícil, em uma análise superficial dos autos, própria desta fase processual, inferir com certeza a alegação. A uma, porque diversas provas juntadas pelo Ministério Público de Santa Catarina em sua inicial também demonstram que a citada rua não alcança de fato a área do imóvel. A duas, porque uma das provas utilizadas pela recorrente é uma declaração elaborada pelo Município de Criciúma, que também é réu da ação civil pública em questão”.

Frisou ainda o Desembargador Relator que “mesmo sendo verificado que a rua atinge o imóvel onde se pretende construir o empreendimento e seja, consequentemente, possível utilizar a zona ZR3-8 como parâmetro para construção, há outras circunstâncias estranhas e ainda não explicadas, como, por exemplo, o fato do imóvel possuir 11 pavimentos e não 10, desse modo, em desconformidade com o permitido para a área em que se encontra”.

Abaixo a íntegra da decisão: 

Agravo de Instrumento n. 4002427-29.2018.8.24.0000 
Agravante: Villa Farnese Incorporações Ltda.
Advogado: Rafael da Silva Trombim (OAB: 17649/SC)
Agravado: Ministério Público do Estado de Santa Catarina
Promotor: Luiz Fernando Góes Ulysséa (Promotor)
Interessado: Município de Criciúma Advogado: Juliano Benvenuto Guidi (OAB: 36242/SC) Relator: Desembargador Júlio César Knoll




DECISÃO MONOCRÁTICA



Villa Farnese Incorporações LTDA interpôs agravo de instrumento em face da decisão interlocutória que, nos autos da ação civil pública n. 0900522-06.2017.8.24.0020, proposta pelo Ministério Público de Santa Catarina em desfavor do ora agravante e do Município de Criciúma, determinou a) a interrupção das obras de construção do empreendimento "Edifício Residencial Monte Cristallo", bem como a comercialização das respectivas unidades habitacionais; b) que a empresa atenda ao índice de aproveitamento do zoneamento ZR1-2 (máximo dois pavimentos) caso tenha interesse em construir nova edificação no imóvel em questão; c) instale uma placa em frente ao imóvel anunciando o ajuizamento desta ação civil pública; d) que o Município de Criciúma, ao conceder licença/autorização para nova edificação, observe o índice de aproveitamento do zoneamento ZR1-2; e) seja averbada a existência da presente ação na matrícula n. 114.892.

Em suas razões recursais, sustentou, em apertada síntese, que é incontroverso o fato de que o imóvel da agravante confronta com a Rua Timóteo Batista, rua esta que delimita a zona ZR3-8 para índice construtivo, sendo assim,a aprovação da construção é absolutamente regular. Ademais, ressaltou que a questão da rua encontrar-se intransitável temporariamente não afasta o direito líquido e certo da recorrente.

Outrossim, defendeu que o argumento lançado pelo magistrado de primeiro grau acerca da declividade do terreno não possui nenhum fundamento,causa de pedir e muito menos está atrelado aos pedidos formulados na inicial. Porém, afirmou que a supressão de vegetação foi autorizada por todos órgãos ambientais competentes, não havendo nada de irregular, pois não se trata de área de preservação permanente e cumpriu com todas as providências exigidas pela autoridade ambiental. No que diz respeito à declividade do terreno, informou que este não está situado em área de preservação permanente, área de preservação ambiental ou é caracterizado como gleba.

Ainda, aduziu que deve ser resguardada a segurança jurídica,tendo em vista que a agravante está amparada por alvarás e licenças para a devida realização da obra e que a manutenção da decisão lhe tratá danos irreparáveis não só de ordem financeira, mas também comercial e moral.
No mais, ressaltou a ausência do periculum in mora e do fumus boni juris em favor do autor.

Diante disso, requereu a concessão do efeito suspensivo para quesejam interrompidos os efeitos da decisão em questão e, ao final, o provimento do recurso.

Os autos, então, vieram-me conclusos.

É o breve relatório.

A insurgência voluntária mostrou-se tempestiva e preencheu os demais pressupostos de admissibilidade insculpidos nos arts. 1.016 e 1.017, do Código de Processo Civil, motivo pelo qual defiro o seu processamento.

À concessão do efeito suspensivo, tal qual ora almejado, afigura-se imprescindível a conjugação dos requisitos da probabilidade do direito invocado e a existência de risco de dano grave, tudo no espeque dos arts. 300,caput, 995,parágrafo único, e 1.019, inciso I, do Código de Processo Civil.

O pleito, todavia, não comporta a satisfação dos requisitos elencados ao efeito suspensivo, mais precisamente a probabilidade jurídica da pretensão, ao menos neste momento processual, orientado consoante a lógica cognitiva da sumariedade.

Embora afirme a agravante que a Rua Timóteo Batista confronta o terreno objeto da presente demanda, é difícil, em uma análise superficial dos autos, própria desta fase processual, inferir com certeza a alegação. A uma, porque diversas provas juntadas pelo Ministério Público de Santa Catarina em sua inicial também demonstram que a citada rua não alcança de fato a área do imóvel. A duas, porque uma das provas utilizadas pela recorrente é uma declaração elaborada pelo Município de Criciúma, que também é réu da ação civil pública em questão.

Ademais, frisa-se que mesmo sendo verificado que a rua atinge o imóvel onde se pretende construir o empreendimento e seja, consequentemente, possível utilizar a zona ZR3-8 como parâmetro para construção, há outras circunstâncias estranhas e ainda não explicadas, como, por exemplo, o fato do imóvel possuir 11 pavimentos e não 10, desse modo, em desconformidade com o permitido para a área em que se encontra.

É crucial, em vista do exposto, aguardar a dilação probatória, sobretudo a realização de perícia técnica, para que seja possível apreciar com maior cautela e segurança a medida em questão.

Não se ignora que se trata de empreendimento de grande magnitude e que a suspensão da obra pode trazer prejuízos à empresa, porém,mostra-se mais prudente, pelo menos neste momento, manter a decisão proferida pelo Juízo de primeiro grau, pois, caso sejam constatadas irregularidades na concessão de alvará e licença ambiental, os riscos seriam ainda maiores, tendo em vista que mais pessoas poderiam ter adquirido os imóveis e que a empresa, além de arcar com os custos da construção do edifício, precisaria responsabilizar-se pela demolição de toda obra, sem contar os danos ambientais suportados por toda a sociedade.

Nesta perspectiva, não foi possível constatar o preenchimento das exigências inclusas nos arts. 300,caput, e 995, parágrafo único, ambos do Código de Processo Civil.

Ante o exposto, indefiro o pedido de concessão do efeito suspensivo ativo.

Cumpra-se o disposto no art. 1.019, inciso II e III, do CPC.

Intime-se.

Florianópolis, 18 de junho de 2018.


Desembargador Júlio César Knoll
Relator



quarta-feira, 30 de maio de 2018

MPSC OBTÉM LIMINAR QUE DETERMINA A GARANTIA DO DIREITO DE IR E VIR EM TODAS AS VIAS PÚBLICAS, SOB PENA DE MULTA

A ação, proposta pelas Promotorias de Justiça do Consumidor, da Saúde e da Cidadania da Capital, visa garantir que produtos essenciais cheguem à população.

A pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o juiz Fernando de Castro Faria, da 2ª Vara da Fazenda Pública, concedeu na manhã desta quarta-feira (30/5) liminar que determina que a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM), a Confederação Nacional dos Transportes Autônomos, a União Nacional dos Caminhoneiros (UNICAM) e os demais integrantes de movimentos não identificados e pessoas não identificadas não impeçam nem dificultem a locomoção de pessoas e veículos em qualquer via pública do território catarinense, sob pena de multa diária.

Quanto à força policial, o juiz autoriza a sua utilização como último recurso, somente após duas horas de negociações com os manifestantes, caso estes impeçam, em um primeiro momento, o cumprimento da medida. Em caso de descumprimento da liminar, o juiz determinou às entidades multa de R$ 100 mil e de R$ 5 mil às pessoas físicas que atuem em desacordo com a decisão, sem prejuízo de apuração de eventual crime de desobediência.

A decisão do juiz se baseou na ação civil pública ajuizada pelo MPSC na noite de terça-feira, na qual este expõe a grave situação em que se encontra o Estado de Santa Catarina, com inúmeros pontos de bloqueio em rodovias federais, estaduais e municipais, suspensão de cirurgias eletivas por hospitais públicos, atendimentos ambulatoriais prejudicados, assim como problemas na distribuição de medicamentos, supermercados com estoques afetados, suspensão das aulas em escolas, serviços judiciais/penitenciários que não podem ser prestados a contento, inclusive com risco de total desabastecimento de insumos mínimos em unidades prisionais, entre outros pontos.

Fonte: Site do MPSC

sexta-feira, 25 de maio de 2018

MPSC alerta: aumento abusivo do preço é crime


Em nota técnica, Ministério Público também requer prioridade para o abastecimento dos veículos destinados à manutenção dos serviços essenciais, como nas áreas de saúde, segurança pública e transporte.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) divulgou nota técnica produzida pelo seu Centro de Apoio Operacional do Consumidor (CCO) alertando os fornecedores, em especial postos de combustíveis, que a elevação injustificada do preço dos produtos configura prática abusiva e crime contra o consumidor e a economia popular. O documento também orienta a dar prioridade para o abastecimento de veículos de serviços essenciais e requer a intensificação da fiscalização pelos Procons em todo o Estado.
A nota técnica foi produzida diante de notícias veiculadas na imprensa e de reclamações recebidas de consumidores indicando que fornecedores, especialmente postos revendedores de combustíveis, aproveitando-se da greve dos caminhoneiros, elevaram os preços de seus produtos a patamares exorbitantes.
O documento, assinado pela coordenadora do CCO, Promotora de Justiça Greicia Malheiros da Rosa Souza, alerta que a elevação de preços injustificada é uma prática abusiva considerada infração prevista no Código de Defesa do Consumidor, punível desde a esfera administrativa - com aplicação de multa e até mesmo de interdição do estabelecimento - até a criminal, uma vez que configura crime contra o consumidor e a economia popular.
Na nota técnica, o Ministério Público orienta fornecedores que não realizem aumento arbitrário, não fundamentados no custo de aquisição dos produtos, ou, se já o fizeram, que retornem aos valores anteriores. Também orienta que os postos de combustíveis deem prioridade ao abastecimento de veículos destinados à manutenção de serviços públicos essenciais, especialmente nas áreas de saúde, transporte e segurança pública.
O Ministério Público requer, ainda, que os Procons estadual e municipais realizem levantamento e atos fiscalizatórios no sentido de inibir a prática abusiva e que, sem prejuízo de medida administrativa, comunique ao MPSC as constatações de violações que importem aumento arbitrário de preço, para as medidas judiciais cabíveis, na esfera cível e penal. 
Fonte: MPSC





quinta-feira, 22 de março de 2018

ACESSIBILIDADE NOS POSTOS E UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE DE SANTA CATARINA



O Programa Acessibilidade Total tem como objetivo assegurar os direitos à acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida aos Postos e Unidades Básicas de Saúde de Santa Catarina.



HISTÓRICO DO PROGRAMA ACESSIBILIDADE TOTAL

2015 - O Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e do Terceiro Setor expediu ofícios aos 295 (duzentos e noventa e cinco) municípios catarinenses, solicitando informações sobre as condições de acessibilidade em todas as unidades e postos de saúde existentes em cada município.

Foram coletadas informações sobre as condições de acessibilidade de 1566 postos e unidades básicas de saúde, localizados em 261 municípios catarinenses, as quais foram encaminhadas aos Promotores de Justiça para adoção das providências necessárias à regularização dos estabelecimentos.

2016 - Foram instaurados 175 inquéritos civis públicos, procedimentos preparatórios e ações civis públicas para adequação das condições de acessibilidade em postos de saúde, que abrangeram 836 unidades básicas de saúde em todo o Estado de Santa Catarina.

ÓRGÃO GESTOR

Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e Terceiro Setor (CDH)


ENTIDADES PARTICIPANTES

Ministério Público do Estado de Santa Catarina;

Prefeituras Municipais;

Secretarias Municipais de Saúde

MARCOS REGULATÓRIOS

Constituição Federal;

Lei n. 7.853/89, regulamentada pelo Decreto n. 3.298/99;

Lei n. 10.098/00, regulamentada pelo Decreto n. 5.296/04;

Decreto n. 7.611/11;

Norma Técnica da ABNT NBR 9.050/15;

Lei Brasileira de Inclusão - Lei n. 13.146/15.


PERSPECTIVAS


RESULTADOS


Elaboração, em parceria com o Centro de Apoio Operacional Técnico, de planilha padronizada para o levantamento das irregularidades nas edificações das unidades de saúde, sob o ponto de vista da acessibilidade. Diagnóstico sobre as condições de acessibilidade de 1566 postos e unidades básicas de saúde, localizados em 261 municípios catarinenses.

PERSPECTIVAS

Fazer com que, ao final de 2017, ao menos 20% dos municípios catarinenses estejam formalmente comprometidos em adequar seus Postos e Unidades Básicas de Saúde às normas de acessibilidade.

Saiba mais sobre acessibilidade


A edição de abril de 2011 do programa Alcance debateu o tema acessibilidade e teve como convidados o então Coordenador do Centro de Apoio Operacional da Cidadania e Fundações (CCF) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Promotor de Justiça Luiz Fernando Góes Ulysséa, e o representante de Santa Catarina na Comissão Permanente de Defesa das Pessoas com Deficiência e Idosos do Grupo Nacional de Direitos.

Assista agora e se aprofunde no tema.





Fonte: Site do MPSC

quarta-feira, 14 de março de 2018

ACOMPANHAMENTO DAS INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS (ILPIS) EM SANTA CATARINA


O Programa tem como objetivo averiguar o cumprimento das normas sanitárias e de proteção à população idosa abrigada em Instituições de Longa Permanência em Santa Catarina (ILPIs), assegurando-lhe o efetivo respeito do Poder Público e da sociedade aos direitos que lhe são inerentes, especialmente quanto às condições sanitárias oferecidas pelas entidades de acolhimento.

COMO FUNCIONA?

Para alcançar os objetivos traçados e garantir a efetividade do Programa Acompanhamento das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) firmou parcerias com diversas entidades catarinenses para institucionalizar a averiguação do cumprimento das normas sanitárias, de segurança e de atenção à população idosa.

HISTÓRICO DO PROGRAMA

2000 - A partir da assinatura de convênios com o Conselho Estadual do Idoso e de Assistência Social, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina - CREA e o Corpo de Bombeiros Militar é lançado oficialmente o Programa de Vistoria a Entidades Asilares.

2000 até 2012 - Programa é estendido por todo o território catarinense e diversas vistorias são realizadas.

2012 - Diante dos objetivos estabelecidos no Planejamento Estratégico 2012-2022 do Ministério Público de Santa Catarina, foram firmadas novas parcerias com o Poder Judiciário, a Vigilância Sanitária, o Conselho Estadual e Conselhos Municipais do Idoso, o Corpo de Bombeiros Militar e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina - CREA. Assim, a averiguação do cumprimento das normas sanitárias, de segurança e de atenção à população idosa foi institucionalizada.

2013 e 2014 - O Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e as Promotorias de Justiça, em parceria com outros organismos e instituições, tais como Corpo de Bombeiros Militar, Conselho Regional de Engenharia, Vigilância Sanitária, Conselhos Estadual e Municipais do Idoso e Conselhos Estadual e Municipais de Assistência Social, visando garantir os direitos dos idosos, vistoriou as 174 Instituições de Longa Permanência para Idosos em funcionamento à época no Estado.

2015 - A partir de 2015 passou a ser estimulada pelo CDH a vistoria anual às ILPI¿s a ser realizada pelo membro do Ministério Público em exercício na respectiva comarca, a fim de dar continuidade ao trabalho desenvolvido até então. Diante disso, o CDH, a pedido do Promotor de Justiça interessado na fiscalização da entidade, passou a articular junto aos órgãos parceiros para a realização da vistoria.

ÓRGÃO GESTOR

Centro de Apoio dos Direitos Humanos e Terceiro Setor (CDH). CONHEÇA OCDH


RESULTADOS

Ao longo dos anos, uma série de instituições de longa permanência para idosos foram vistoriadas:

2001 - 25 vistorias;
2002 - 14 vistorias;
2003 - 20 vistorias;
2004, 2005 e 2006 - CDH acompanhou as ações desencadeadas a partir das vistorias realizadas;
2007 e 2008 - 7 vistorias;
2009, 2010, 2011 e 2012 - CDH prestou auxiliou aos Promotores de Justiça nos contatos com os parceiros, para a realização de vistorias em entidades sediadas nas respectivas comarcas;
2013 e 2014 - 174 entidades de todo o Estado foram vistoriadas pela equipe do CDH, em conjunto com as Promotorias de Justiça, a Corregedoria-Geral de Justiça, o Corpo de Bombeiros Militar, a Vigilância Sanitária, o CREA e o Conselho do Idoso.
2014 - Foram assinados Termos de Cooperação Técnica com o Conselho Estadual do Idoso e com o Corpo de Bombeiros Militar para realização de vistorias conjuntas.
2015- 52 vistorias
2016 - 95 vistorias


PERSPECTIVAS

A iniciativa, que tinha por finalidade primordial conhecer a realidade do Estado nas instituições que abrigam idosos, além de ampliar o diálogo entre os respectivos dirigentes e os órgãos de fiscalização, prossegue agora acompanhando as providências tomadas em decorrência dessas visitas e eventuais melhorias nas entidades.

Com a publicação da Resolução n. 154 do Conselho Nacional do Ministério Público, que regulamenta as vistorias dos membros do Ministério Público em instituições de longa permanência para idosos, o programa passa a ter novo desafio: realizar ao menos uma vistoria anual a todas as instituições do Estado.


Conselho Municipal do Idoso - Criação e Atuação 


Conselho Municipal do Idoso - Criação e Atuação from Ministério Público de Santa Catarina

A atuação do Ministério Público na defesa dos direitos dos idosos levou o CDH a elaborar uma cartilha denominada "Conselho Municipal do Idoso - Criação e atuação", destinada a orientar e estimular as prefeituras a criarem seus Conselhos Municipais dos Idosos (CMIs). O Manual também explica quais são os direitos da pessoa idosa.

PRINCIPAIS MARCOS REGULATÓRIOS

Política Nacional do Idoso (Lei n. 8.842/94, regulamentada pelo Decreto n. 1.948/96)
Estatuto do Idoso (Lei n. 10.741/03)
Resolução RDC n. 283/05, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, alterada pela Resolução n. 94/07 da mesma agência reguladora
Resolução n. 154 do Conselho Nacional do Ministério Público

ENTIDADES PARTICIPANTES

Ministério Público de Santa Catarina,
Poder Judiciário,
Conselho Estadual e Conselhos Municipais de Assistência Social,
Conselho Estadual e Conselhos Municipais do Idoso,
Corpo de Bombeiros Militar e
Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina - CREA.

Saiba mais: Alcance explica atendimento ao idoso.

Oferecer o atendimento integral ao idoso significa fazer tudo o que é necessário para o bem-estar e a qualidade de vida da pessoa com mais de 60 anos de idade. A edição de fevereiro de 2015 do programa Alcance do MPSC aborda a atuação do Ministério Público para fazer valer as garantias previstas na Constituição Federal e no Estatuto do Idoso.

A entrevistada do programa foi a então Coordenadora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e Terceiro Setor (CDH), Promotora de Justiça Caroline Moreira Suzin.

A reportagem principal do programa mostra um asilo de Itajaí que fez um acordo com o Ministério Público de Santa Catarina para melhorar o atendimento aos seus moradores e, em Florianópolis, a equipe conversa com uma arquiteta que deixou a profissão para cuidar dos pais. Além disso, o programa explica como funcionam os Conselhos Municipais do Idoso.

https://www.youtube.com/watch?v=6vE86livwso#action=share

Fonte: Site do MPSC